Bauru - 15/02/2017 - 15h30

Mulheres iniciam negociações em apoio aos PMs de SP

Redação/Assessoria
De acordo com a ASPOMIL (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares do Estado de São Paulo, a categoria não recebe reajuste salarial desde 2014. Por isso, Policiais Militares de São Paulo, a exemplo de outras categorias de trabalhadores, enfrentam dificuldades financeiras.
 
Estimativa da ASPOMIL aponta ainda que 86% deles têm alguma dívida com instituições bancárias. Mesmo com orçamento apertado, PMs se veem obrigados a contratar empréstimos ou usar o cartão de crédito para complementar necessidades básicas  como a compra de alimentos e medicamentos. 
 
Em apoio aos PMs e suas causas, há muitos anos, mulheres e familiares se mobilizam no estado de São Paulo.  Adriana Borgos, presidente da Associação de Esposas e Familiares, participou nesta terça-feira (14/02), de audiência com o secretário de Segurança de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, onde apresentou algumas reivindicações. 
 
No encontro, governo paulista sinalizou a intenção de retomar processo de contratação de 74 médicos especialistas para reposição de vagas e prometeu maior atenção para as denúncias de  casos de abuso de autoridade e assédio moral cometido por oficiais contra seus subordinados.
 
Em São Paulo, mulheres e familiares já admitem a possibilidade de organizar manifestações de rua em apoio à luta salarial e por melhores condições de trabalho dos policiais militares, a exemplo do que acontece no ES e no RJ. As esposas, porém, rejeitam a pressão de movimentos que também desejam fechar quartéis em SP.
 
"Há grupos políticos que estão usando uma causa que é legítima pra poder ter cinco minutos de fama, neste momento, onde há uma negociação em andamento por parte das esposas com o governo de São Paulo”, alerta Adriana Borgos.
 
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