Geral - 13/03/2019 - 14h45

Assassinos eram ex-alunos da escola em Suzano

Redação/G1
Luiz Henrique de Castro (esquerda) e Guilherme Taucci Monteiro (direita), assassinos de Suzano — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução internet


Os dois assassinos que mataram ao menos oito pessoas em Suzano eram ex-estudantes da escola estadual Raul Brasil, disse o secretário de Segurança Público, João Camilo Pires de Campos.

Segundo o secretário, ainda não se sabe a motivação do crime. "É a grande busca: qual foi a motivação dos antigos alunos", disse Campos.    

A polícia também divulgou os nomes dos assassinos. São eles: Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Os dois cometeram suicídio em seguida. Castro completaria 26 anos no próximo sábado.

O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13/03). Quatro dos mortos no local são alunos do ensino médio. Outro adolescente foi socorrido, mas morreu no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola.

As vítimas são:
Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica
Eliana Regina de Oliveira Xavier, funcionária da escola
Pablo Henrique Rodrigues, aluno
Cleiton Antonio Ribeiro, aluno
Caio Oliveira, aluno
Samuel Melquíades Silva de Oliveira, aluno
Douglas Murilo Celestino, aluno
Jorge Antonio de Moraes, comerciante, morto antes da entrada dos assassinos na escola

Outras oito pessoas ficaram feridas e estão recebendo atendimento médico.

Ataques
Os autores do crime chegaram à escola em um carro branco, que foi alugado por um dos assassinos. Eles entraram pela porta da escola, que estava aberta.

"Eles ingressaram na escola, atiraram na coordenadora pedagógica, atiraram numa outra funcionária. Estava na hora do lanche, eles se dirigiram ao pátio, atiraram em mais quatro alunos do ensino médio. Nesse horário, só havia alunos do ensino médio, e [os autores do ataque] dirigiram-se ao centro de línguas. Os alunos do centro de línguas se fecharam na sala com a professora e eles [criminosos] se suicidaram no corredor", disse o coronel Marcelo Salles, comandante-geral da PM.

O coronel Salles afirmou que, antes de entrar na escola, os criminosos balearam um homem em um locadora de veículos próximo à escola. Mais tarde, a polícia confirmou que o homem, Jorge Antonio de Moraes, foi baleado pelo sobrinho, Guilherme Taucci, em seu escritório, dentro da loja de automóveis.

Jorge foi levado ferido ao Hospital das Clínicas, onde foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu e faleceu. A motivação do crime ainda é incerta. Segundo testemunhas, o tio teve uma discussão com o sobrinho um dia antes.



Arsenal
Dentro da escola, a polícia encontrou um revólver 38, quatro jet luders, que são plástico para recarregamento de arma, uma besta (um tipo de arco e flecha que dispara na horizontal), um arco e flecha tradicional e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Guilherme, um dos autores do ataque, tinha uma espécie de machado na cintura.

Há ainda uma mala com fios. O esquadrão antibombas foi chamado, mas a polícia ainda não informou se havia material explosivo no local.

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