Bauru - 29/03/2019 - 13h55

Servidores rejeitam nova proposta da prefeitura e greve continua em Bauru

Redação/Bruno Freitas - JCNet

Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (29/03), na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), a categoria em greve rejeitou a nova proposta feita pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), protocolada no final da tarde de ontem. Assim, a paralisação está mantida e entra em seu quarto dia.

Cerca de 380 servidores participaram da votação.  Na sequência, eles realizaram uma nova passeata, que percorreu as ruas do Centro da cidade e alcançou vias como a Primeiro de Agosto, além do Calçadão da Batista de Carvalho.

Ainda assim, o chefe do Executivo reforça que as negociações estão encerradas e que a proposta apresentada ontem seguirá para o Legislativo. Informa também que, a partir da próxima segunda-feira, haverá desconto dos dias parados e que a administração municipal vai recorrer à Justiça para garantir 100% dos servidores na Saúde, por conta da epidemia de dengue, e 70% em outras pastas.

Ontem, a greve contou com mais adesões do que nos dois primeiros dias, mesmo com a saída da Emdurb. Na ocasião, houve mais presenças de trabalhadores de pastas como Educação, Saúde e Semma.

Proposta
A proposta votada hoje tem como principal alteração o valor do vale-compra, que passa de R$ 451,00 para R$ 500,00. Na primeira proposta, era de R$ 468,54. Ficam mantidos outros pontos, como o reajuste de 2% a todos os servidores, aumento do abono (antigo vale-refeição) de R$ 360,00 para R$ 374,00 para quem recebe até R$ 2.600,00, e vantagem pessoal de R$ 60,00 para quem recebe até R$ 2.684,35. Já o abono de R$ 70,00 fica mantido, porém não será incorporado neste momento, devendo ocorrer em outra etapa.

O documento protocolado no final da tarde no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) de ontem também confirma que a proposta de reajuste já será encaminhada como projeto de lei hoje para a Câmara. O projeto começa a tramitar na segunda-feira e precisará passar nas comissões da Câmara antes da votação em plenário pelos vereadores.

Também na segunda-feira, o sindicato usará a tribuna da Casa. O pedido foi feito ontem e deferido agora pelo Legislativo. O diretor Moisés Cristo discorrerá sobre a greve, situação que deverá repercutir entre os vereadores. Servidores prometem comparecer à sessão.
 

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