Bauru - 15/07/2019 - 14h00

Após 10 anos, garoto salvo por irmão graças ao 'Samuzinho' visita projeto

Redação/Assessoria

No último sábado (13/07), a equipe do SAMU responsável pelo projeto “Samuzinho” foi surpreendida por visita muita especial. Durante a aula de primeiros socorros a vítimas de engasgo e parada cardiorrespiratória, a presença de um participante trouxe à tona boas lembranças e muitas emoções.

Mas, afinal, de quem estamos falando? Trata-se do pequeno Rhuan Gabriel Alves Soares, de apenas dez anos, que participou da mesma aula que ajudou seu irmão mais velho a salvá-lo em 2009, quando tinha somente dois meses de idade. Na época, graças às técnicas aprendidas no projeto “Samuzinho”, Robert Eduardo Alves da Rocha, então com treze anos, salvou o caçula de um engasgamento causado por catarro. Diante do desespero da mãe ao perceber que seu bebê não estava respirando, Robert tomou a frente e, cheio de iniciativa, massageou o irmão até que ele voltasse a respirar.

Uma década depois, a história ainda gera comoção, principalmente no atual coordenador do projeto, Thiago Alavarce, que acompanhou o caso. “A visita do Rhuan foi muito emocionante e recebê-lo foi um presente”, alegra-se o profissional. “Sua história mostra o quão eficaz são as táticas que ensinamos no projeto e de que as crianças são capazes de fazer a diferença”, acredita Thiago, que vê no garoto um dos mais emblemáticos resultados de um trabalho árduo, de instrução e conscientização, que dura dez anos.

Marcada pelo episódio, a mãe, Christiane Francisquete, guardou com carinho o uniforme usado por Robert durante as aulas, emprestando-o ao filho mais novo para que pudesse participar do projeto - extremamente apegado ao irmão, Rhuan chegou a se emocionar diante da turma. “Ela me procurou e, então, demos um jeito de encaixá-lo na turma para que pudesse ao menos acompanhar a mesma aula que ajudou seu irmão à salvá-lo”, conta o coordenador, que diz ainda ter vontade de o inserir no projeto sem que tenha que esperar a abertura de uma nova turma. “Será nosso samuzinho honorário”, brinca.

Em Bauru, o “Samuzinho” teve início em 2009 - Robert, aliás, foi aluno da primeira turma do projeto. Após paralisar suas atividades há quatro anos, o projeto retornou em 2019. Hoje, o projeto ensina técnicas de primeiros socorros de maneira simples e didática, incluindo massagem cardíaca, enfaixamento para estancamento de sangramentos e trato com fraturas, trata sobre inclusão e socialização de crianças e dá lições de cidadania e respeito.

Atualmente, o projeto conta com apenas uma turma com cerca de 75 inscritos, acompanhados por 20 monitores em sala de aula, incluindo voluntários, desde pais a ex-participantes. Além disso, o “Samuzinho” desenvolve parcerias com outros projetos sociais responsáveis por atender mais de setecentas crianças. As equipes ainda levam os ensinamentos para escolas públicas ou privadas através de palestras.

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