Bauru - 13/08/2019 - 09h45

Bauru tem ato contra cortes na educação


 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e as demais centrais sindicais promovem o Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência e contra os cortes na Educação, marcado para esta terça-feira (13/08). Em Bauru, a concentração será a partir das 16h, na Av. Rodrigues Alves, em frente à Câmara.
 
De acordo com a diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Suzi da Silva, a escolha da data se deu por meio de um consenso entre os trabalhadores.
 
Tempo
Ainda segundo Suzi, hoje, os professores precisam trabalhar até os 50 anos e contribuir por 25. No novo texto, a idade mínima passará a ser de 57 anos (mulheres) ou 60 (homens) e o tempo de contribuição, quatro décadas.
 
Para ela, as condições de trabalho atuais tornam a alteração inviável. "É inadmissível que os trabalhadores tenham de pagar a conta de um déficit questionável, provocado pela falta de gestão do próprio governo", diz.
 
A diretora estadual da Apeoesp afirma, também, que a categoria não se posiciona totalmente contra a existência de uma reforma, só desaprova a forma pela qual ela vem sendo conduzida. A categoria também pretende conversar com o deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB), que votou a favor da Reforma da Previdência. "Para nós, foi uma grande decepção, afinal, grande parte dos votos dele partiu dos professores", critica.
 
Educação
Atos serão realizados em todo o país contra os contingenciamentos de verbas anunciados pelo governo Bolsonaro e também, contra o projeto Future-se do Ministério da Educação, como foram os atos de maio e junho (foto acima).
 
Lançado no dia 17 de julho pelo Ministério da Educação (MEC), o Future-se pretende permitir que sejam feitos investimentos de fundos privados e a contratação de Organizações Sociais (OSs), com o objetivo de aumentar a autonomia administrativa das universidades federais.
 
Para a secretária-geral do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Eblin Farage, a medida vai subordinar as universidade à iniciativa privada, o que pode causar um empobrecimento da produção intelecutal das instituições. "O Future-se vai limitar a capacidade de fazer ciência, pesquisas e projetos para produzir conhecimento para a população, porque a universidade vai ter que atender ao que os investidores quiserem. É a universidade a serviço do mercado e não da população", avalia.
 
O MEC tornou disponível uma consulta pública para a população opinar sobre o Future-se.

 

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