Bauru - 13/08/2019 - 11h00

Embaixada do Brasil em Londres é alvo de protestos

Redação/OGlobo
 
Manifestantes do grupo Extinction Rebellion jogaram tinta vermelha na embaixada brasileira em Londres, na manhã desta terça-feira, para protestar contra os danos à floresta amazônica e o que eles descreveram como violência contra os povos indígenas que vivem na região.
 
Dois ativistas do grupo que se manifesta pelo clima subiram em uma estrutura de vidro acima da entrada da embaixada, e outros dois se posicionaram nas janelas do prédio.
 
Como forma de protesto, impressões de mãos e marcas de tinta vermelha foram feitas em toda a fachada, e frases como "No more indigenous blood" (Chega de sangue indígena, em tradução livre) foram escritas na estrutura.
 
Em nota, a embaixada afirmou que o "direito de protestar é assegurado em democracias como o Brasil e o Reino Unido", mas que o "direito de vandalizar, esse não existe em país algum".
 
O comunicado segue dizendo que a embaixada ficará em contato com as autoridades locais para "acompanhar as investigações cabíveis".
 
O grupo Extinction Rebellion, que causou uma interrupção generalizada no centro de Londres por várias semanas no início deste ano, disse que o protesto desta vez visava desafiar o governo brasileiro por "abusos de direitos humanos sancionados pelo Estado".
 
O protesto foi acompanhado pela Polícia Metropolitana de Londres.
 
Segundo os manifestantes, o protesto foi programado para coincidir com a marcha de mulheres indígenas em Brasília nesta terça-feira, e que ações semelhantes estão ocorrendo em embaixadas brasileiras no Chile, Portugal, França, Suíça e Espanha.
 
Na Europa
Neste sábado, a ministra alemã do Meio Ambiente anunciou em uma entrevista que o governo congelaria o envio de cerca de R$ 155 milhões para projetos de conservação da Amazônia. A decisão, de acordo com ela, se deu por conta do crescente desmatamento na região.
 
Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil não precisa do dinheiro estrangeiro para proteger a floresta. 
 
A ministra alemã, Svenja Schulze, rebateu, em uma entrevista, e disse que "isso mostra que estamos fazendo a coisa certa".
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