Geral - 27/08/2019 - 14h10

Leonardo DiCaprio doa 5 milhões de dólares para salvar a Amazônia


A fundação ambiental de Leonardo DiCaprio prometeu doar 5 milhões de dólares (20,5 milhões de reais) para preservar a Amazônia, devorada pelos incêndios dos últimos dias. A Earth Alliance, criada pelo ator norte-americano e os filantropos Laurene Powell Jobs (viúva do fundador da Apple) e Brian Sheth, anunciou em seu site, no domingo, o lançamento do Amazon Forest Fund. “A floresta amazônica está em chamas, com mais de 9.000 incêndios florestais queimando paisagens delicadas e insubstituíveis no Brasil esta semana”, diz o comunicado.

“Até agora em 2019, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) denunciou mais de 72.000 incêndios. É um aumento significativo em comparação com os 40.000 incêndios registrados no Brasil no mesmo período do ano passado”, prossegue a mensagem da fundação. “A destruição da floresta amazônica está liberando rapidamente dióxido de carbono na atmosfera, destruindo um ecossistema que absorve milhões de toneladas de emissões de carbono por ano e é uma das melhores defesas do planeta contra a crise climática”, destaca, entre os efeitos devastadores. A fundação também busca doações privadas para ajudar a reparar a floresta tropical brasileira.

Na mesma publicação, a Earth Alliance ressalta o valor cultural da Amazônia. “Além disso, as terras e os povos indígenas cobrem cerca de 110 milhões de hectares da Amazônia brasileira, fazendo com que a região seja crítica não só para a conservação da biodiversidade e a mitigação da mudança climática, mas também para a sobrevivência cultural, a autodeterminação e o bem-estar dos povos indígenas da Amazônia.”

 


O ativismo de DiCaprio, de 44 anos, contra a mudança climática é bastante conhecido. O astro de Era Uma Vez em... Hollywood, não gosta de responder a perguntas sobre sua vida pessoal. Quando responde, é de má vontade. Se quiser que responda algo com interesse, inclusive durante a promoção de seus filmes, pergunte a ele sobre mudança climática. “É o maior problema que a humanidade enfrenta”, disse em 2016, durante o Festival de Toronto. E demonstrou o mesmo temor ao receber finalmente seu Oscar, nesse mesmo ano, por O Regresso.

“2015 foi o ano em que começamos a fazer algo a respeito”, explicou o ator meses antes da entrega do prêmio. “Mas já atingimos um ponto de não retorno? É o que temos que ver agora. Acredito que todo mundo que esteja em condição de fazer algo deve fazer. Porque, se não fizer, será julgado pela história.

 

Últimas notícias