Cultura - 18/10/2018 - 09h30

RJ inaugura o seu primeiro museu a céu aberto

Redação/G1

 

 

Em outubro, a cidade do Rio de Janeiro vai ganhar seu primeiro museu a céu aberto. Idealizado por André Bretas e Joa Azria, o Museu de Arte Urbana do Porto (Maup) será inaugurado nesta quinta-feira (18), com mais de 50 murais da cidade catalogados e mapeados.
 
Os trabalhos estão nas imediações de Santo Cristo, Gamboa e também do Boulevard Olímpico – os grafites poderão ser conferidos em dois roteiros distintos que poderão ser feitos a pé.
 
O objetivo do Maup é promover e fomentar a arte urbana. Para isso, o museu também vai capacitar jovens da região para ajudar na pintura e reforma de fachadas, além de trabalhar como guias turísticos de arte urbana. A inspiração veio de Wynwood, bairro de Miami revitalizado por meio da arte.
 
“Já há algum tempo a Zona Portuária se transformou em uma importante referência artística para o Rio, com museus, ateliês e um grande número de painéis criados por artistas nacionais e internacionais”, explicou Bretas.
 
A coleção do maup é composta por cerca de 50 grafites de grandes dimensões. Os mais recentes trabalhos a integrar a lista são dos paulistas Apolo Torres e Erica Mizú, que vieram ao Rio, em março, a convite do projeto de muralismo Rua Walls.
 
Até esta quinta-feira (18), mais três artistas deixarão sua arte em prédios da cidade por meio do museu: o holandês Leon Keer, famoso por suas pinturas em 3D, que vem com o apoio do Consulado da Holanda, Rero, artista francês que trafega entre o urbano e o contemporâneo, trazido com o auxílio do Consulado da França, e a dupla de brasileiros “8-bitch”, conhecida por suas intervenções usando azulejos, pastilhas de vidro, tinta spray ou acrílica.
 
Em dezembro, mais uma pintura já está programada com o artista francês, Remed, que tem como marca mensagens filosóficas em caligrafia, escritas em paredes, metais e todo o espaço urbano.
 
Por meio da plataforma digital (maup.rio), será possível conferir todo o acervo do Maup e conhecer um pouco mais sobre cada artista. Na galeria, além de imagens dos murais, o visitante encontrará a descrição das artes, contendo título, data da pintura e técnica utilizada.
 
Além disso, por meio de uma busca rápida pelo nome do artista será possível saber onde sua obra está localizada. O mapa terá versão de bolso – impresso em pequenas edições de 1.000 exemplares colecionáveis – e digital com os dois roteiros para seguir.
 
O roteiro do Boulevard Olímpico pode ser percorrido em duas horas e inclui 20 grafites de artistas como os da carioca Panmela Castro, grafiteira e ativista feminina, e Eduardo Kobra, autor do mural “Etnias” (foto acima), que entrou para o “Guinness” como o maior grafite do mundo.
 
Já o circuito do Santo Cristo é mais extenso e pode ser percorrido em cerca de quatro horas. Este é composto pelos quase 50 murais localizados da Gamboa até o Boulevard, incluindo trabalhos feitos pelos artistas internacionais Brusk (França) e Pantonio (Portugal).
 
Em breve, os visitantes também poderão conferir pequenas exposições de arte urbana com prints e peças de artes dos artistas que fazem parte do acervo no Maup Art Center, que ficará localizado no prédio Aqwa Corporate, da Tshman Speyer, no Santo Cristo. O projeto também prevê uma lojinha de souvenir com artigos relacionados ao universo da arte de rua, como gravuras, moleskines e bicicletas elétricas.
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