Geral - 20/06/2018 - 09h55

Anvisa diz que 'jamais' houve pedido de registro para fosfoetanolamina

Guilherme Dias

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regulamenta o setor de medicamentos no país, diz que nunca houve qualquer pedido para o registro da fosfoetanolamina: seja como medicamento, seja como suplemento alimentar. A resposta da agência é uma reação a um pedido do Ministério Público Federal, protocolado em Uberlândia (MG) no dia 13 de junho. O MPF pediu liberação e comercialização da substância como suplemento alimentar.

A agência salienta que o setor de alimentos da agência já prevê o enquadramento do composto em duas categorias de alimento ou suplemento alimentar -- mas que até agora não houve qualquer pedido de registro da substância; e, por isso, não pode haver liberação de comercialização.

A agência alerta, contudo, que mesmo que a fosfoetanolamina seja aprovada como suplemento, nenhuma empresa poderá fazer qualquer propaganda sobre qualquer efeito terapêutico -- de acordo com lei brasileira. Ainda, só é possível fazer a liberação para registro após a garantia de boas práticas da indústria.

A fosfoetanolamina ficou popularmente conhecida como "pílula do câncer", mas seus supostos efeitos anticancerígenos não foram comprovados em testes. Em polêmica desde meados de 2016, a pílula começou a ser sintetizada por químico aposentado da USP nos anos 1980, que incitou controvérsias por distribuir informalmente o medicamento.

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