Geral - 04/05/2019 - 09h55

Governo de SP cria programa de telemedicina para diagnóstico de doenças de pele



O governador João Doria (PSDB) anunciou nessa sexta-feira (03/05), um programa de telemedicina que prevê diminuir o tempo que os paulistas levam entre o diagnóstico de um câncer de pele e o seu tratamento nas unidades públicas de saúde do estado.

O programa-piloto, batizado de Multisaúde, vai devotar atenção apenas às doenças dermatológicas. "É um programa inovador de alta tecnologia."

Ele será executado em parceria com os médicos do Albert Einstein, hospital da capital paulista que é referência no tratamento de doenças da pele no país. Inicialmente, o projeto será implantado em 20 municípios, tendo como o primeiro polo a cidade de Catanduva (385 km da capital). Ao final do segundo semestre, a meta é estender o projeto para as demais regiões do estado.

Segundo José Henrique Germann, secretário de Saúde da gestão Doria, o paciente com alguma alteração na pele vai procurar o primeiro atendimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos municípios contemplados pelo programa.

Alterações, manchas e fissuras na pele serão fotografadas e enviadas aos médicos do Einstein, que formularão o diagnóstico a distância. O tempo de espera previsto entre o primeiro atendimento e o laudo emitido pelo Einstein não deve passar de sete dias úteis, segundo meta do programa.

"Os pacientes mais graves, que necessitam de biópsia, serão chamados novamente às unidades de saúde para iniciarem o tratamento", disse Germann.

Para o secretário, as doenças dermatológicas foram as escolhidas pelo novo programa porque "são graves e possuem grande procura por atendimento". Em Catanduva, complementou Germann, já há 2.000 casos que necessitam de um diagnóstico.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta acompanhou o anúncio do programa aos jornalistas e disse que, se o Multisaúde vingar em São Paulo, a iniciativa será replicada para os estados do Sul, que registram muitos casos de câncer de pele no país.

"O maior órgão humano é a pele. No Brasil, temos uma incidência solar elevada e muitos trabalhadores expostos ao sol sem proteção. Ao ver o tratamento dermatológico como estético, acaba-se desapercebendo o câncer", afirmou.

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