Geral - 24/01/2020 - 15h45

'Cão romeiro' refaz Caminho da Fé com o dono norte-americano

G1

O cão vira-lata brasileiro que foi adotado há dois anos por um ultramaratonista norte-americano durante o Caminho da Fé voltou ao Brasil para refazer o trajeto ao lado do seu novo melhor amigo.

O primeiro encontro da dupla aconteceu próximo a Águas da Prata (SP) e foi o suficiente para que David Green levasse Luck para morar com ele em uma cidade da Flórida, nos Estados Unidos.

“Depois dos filhos, o Luck é o maior presente que eu recebi. É o meu maior amigo atualmente. É por isso que sempre volto ao Brasil, porque tem sempre alguma coisa mágica acontecendo no Caminho da Fé”, disse.

Cuidados
Toda a história é compartilhada com a amiga Amy Costa, que acompanha a dupla rumo ao Santuário Nossa Senhora Aparecida.

Luck e os ultramaratonistas saíram de Borborema com a meta de atingir os 54 km por dia. No total, eles terão que percorrer mais de 600 km de trilha.

Para seguir o ritmo, Luck ganha cuidados e pausa para descanso de 5 em 5 quilômetros, além de ter um sapatinho especial para não machucar as patas nos trechos de asfalto.

“Nós temos um apoio para o Luck de água e comida a cada parada, temos um ossinho também para ele brincar, se divertir, roer”, contou Alan Lacerda, que acompanha os atletas com o carro de apoio.

Treinamento e carinho
O Caminho da Fé foi escolhido por Green como treinamento para a Badwater, uma das maiores maratonas do mundo, que será realizada em julho, nos Estados Unidos.

Arriscando um português, o ultramaratonista justifica que escolheu o percurso por causa dos brasileiros que encontra pelo caminho.

“A pessoa é muito coração para todo peregrino no caminho. Fala: ‘cafezinho? Vem na minha casa’. Nos Estados Unidos não, não é possível. A pessoa é mais bonita aqui”, disse.
Para a Amy, que também mora na Flórida, atravessar as montanhas de São Paulo e Minas Gerais significa enfrentar muitos desafios.

“Aqui é mais difícil e mais quente que na Flórida e tem muitas montanhas. Eu corro no mundo todo, mas aqui as provas são mais difíceis”, contou.

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